Viajando com Chavala Talhada e Grupo Zibaldoni para São Carlos e Campinas

O final de semana foi bem movimentado. A agenda do Coletivo Fuligem era: A Coisa Fora do Eixo na sexta-feira e pegar a estrada com a Chavala Talhada e o Grupo Zibaldoni para o Grito Rock em São Carlos e Campinas no sábado e domingo, respectivamente. E começamos de uma maneira à lá Capital da Cultura. Veja o diário de bordo da viagem:

Sexta – 25/03 – Lacrando A Coisa sem justificativas

Foto da ordem que lacra o Espaço A Coisa por tempo indeterminado

Foto da ordem que lacra o Espaço A Coisa por tempo indeterminado

O som estava montado, desde as 16h. As bandas Johnny Sue, de Araraquara, e Estação Primeira de Bluseira, de Bauru, haviam passado o som e estavam comendo e esperando a hora do rock n roll. Era quase meia-noite, faltavam uns 15 minutos, e três homens fardados e mais três “encrachazados” adentraram o Espaço A Coisa. Com certeza não haviam vindo para dançar.

Com uma educação de gentlemen, os funcionários da prefeitura, sem ao menos se identificarem, pediram a documentação do Espaço e de muitos que estavam por ali. As pessoas foram se aglomerando na porta sem poder entrar para a Noite. Todos os documentos OK, menos um, um que a Prefeitura já havia feito a vistoria e só esperava a confecção do documento. O protocolo de que o processo estava em andamento estava com o contador da casa. Isso não importou.

O Espaço A Coisa foi lacrado em 20 minutos devido a “falta” desse alvará da Vigilância Sanitária e não pode realizar NADA, nem uma oficina. Lembrando, a vistoria estava feita, faltava só o papel. Ontem (segunda), o funcionário disse para a gestão da Coisa que o Espaço foi lacrado devido ao som alto. Recapitulando… nenhuma banda havia subido ao palco até então e na sexta a justificativa foi o tal alvará da Vigilância Sanitária e não o som.

Enquanto tira suas conclusões dos fatos, aqui está o comunicado do Espaço A Coisa.

Sábado – 26/03 – Acordando a Chavala às 13h – São Carlos

Bom, ainda bem que tínhamos essa viagem marcada. Deixamos a questão da Coisa na gaveta para resolvermos na segunda-feira. Algo inédito aconteceu também naquele sábado, o telefone tocou às 12h. Era José Sales, esse mesmo, o Zé da Chavala. Algo inédito porque esses caras acordam às 16h e olhe lá!

Foram precisos uma Kombi e um Uno para levar a caravana de Ribeirão Preto para São Carlos e Campinas. Às 15h Grupo Zibaldoni, Chavala Talhada e Coletivo Fuligem pegavam a estrada. Muito sol na cabeça e uma hora depois estávamos na Estação Cultura, em São Carlos.

Por volta das 17h30 a Chavala Talhada subiu ao palco com uma formação especial. Como Waltin, o guitarrista da Chavala, não pôde estar no show, Andrezão assumiu os teclados e foi para Sanca com a gente. O show foi demais, com direito a passagem do trem em sincronia com o final da música Vou Ascender.

No meio da apresentação da Chavala uma surpresa, O Grupo Zibaldoni entra em cena.  Napolino e Bisgoio fizeram o público se aproximar do palco e contaram com a ajuda do percussionista da Chavala, vulgo Klebin , para a sonoplastia do espetáculo.

Algumas risadas depois, a Chavala volta ao palco para mais swing e sacanagem, como disse o apresentador do Grito Rock São Carlos.

Ficamos lá até umas 22h e partimos para Campinas, lá as apresentações de Zibaldoni e Chavala também seriam cedo.

Domingo – 27/03 – Sem sombra na Concha – Campinas

Na cidade famosa por seus letreiros de duplo sentido, a caravana se dividiu. A Chavala Talhada ficou na sede do Coletivo Ajuntae e o Grupo Zibaldoni foi para uma república de dançarinas. Dessa vez os palhaços dormiram melhor acompanhados.

O Grupo Zibaldoni acordou às 7h da manhã para se apresentar na Concha Acústica do Taquaral, um parque ecológico enorme com um palco lindo, porém abandonado (Isso te lembra o Teatro de Arena?). E, depois de um mês de chuva, o Sol apareceu BEM forte. Os palhaços suaram a camisa e juntaram um público em volta do Gran Circo Internacionale.

Chavala Talhada sob o sol de Campinas na Concha do Taquaral

Chavala Talhada sob o sol de Campinas na Concha do Taquaral

A Chavala Talhada chegou logo após o final da apresentação dos palhaços. É, acordaram cedo de novo, um milagre! Muita conversa sobre o Sol no palco, piadas infames e protetor solar fator 15 para José e era hora da Chavala entrar em cena, eram quase 14h. O público presente gostou do balanço ribeirão-pretano e até rendeu a venda de alguns cd’s. Agora era hora de se refrescar no bar mais próximo, curtir o evento e partir para Ribeirão Preto.

De volta à terra da monocultura

Cá estamos de volta e com novidades por vir! Logo mais você vai poder conferir vídeos dessa viagem e ainda um disco ao vivo da Chavala Talhada em São Carlos. Sobre a situação no Espaço A Coisa, pedimos que espalhe essa informação aos quatro ventos. Um lugar que oferece uma programação diferenciada da mesmice chucra dessa cidade não pode ser fechado devido a interesses ainda obscuros.

Simbora, e aguarde!

Inté!



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