Cinco anos de Fora do Eixo

Pautado nos princípios da economia solidária e no trabalho colaborativo, produtores culturais de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR) uniram-se, em 2005, com o intuito de circular bandas independentes. Essa iniciativa foi batizada de Circuito Fora do Eixo.

Nesses cinco anos, o circuito ganhou força e hoje é formado por representações nos 26 estados brasileiros, no Distrito Federal e em três Países da América Central e um País da América do Sul, além do Brasil, somando 106 localidades, entre Pontos de Articulação Fora do Eixo, Pontos Parceiros, Pontos de Linguagem e Pontos Regionais.

Se inicialmente as relações de mercado eram mais favoráveis às iniciativas do setor da música, hoje o circuito realiza ações integradas a todos os coletivos e linguagens, fortalecendo o conceito da multilinguagem. O Circuito Fora do Eixo é uma rede de coletivos que atua como multiplicador da cultura, e não apenas no fomento, mas também no estímulo à formação de seus agentes culturais.

Os trabalhos são organizados em frentes temáticas, como Economia Solidária, Centro Multimídia, Tecnologias Livres, Artes Visuais, Música, Clube de Cinema, Palco, Partido da Cultura, Universidade FDE, Fora do Eixo Letras. Cada uma das frentes é formada por agentes produtores dos mais diversos Pontos Fora do Eixo de todo o Brasil, que são responsáveis pela concepção dos projetos desenvolvidos pela rede, bem como pela sua aplicação nas cidades.

Você pode saber mais sobre a forma de organização da rede no Organograma do Circuito, no Regimento Interno do CFE e também o FDE Card, sistema mediador de todas as frentes temáticas do circuito.

O momento é de comemoração. E mais do que celebrar, as atividades do aniversário do Fora do Eixo reforçam a vocação colaborativa do circuito, integrando diferentes cenários e sotaques em uma mesma ação, ampliando a ocupação dos conceitos permeadores da rede. São 26 Estados brasileiros reproduzindo simultaneamente as práticas de economia solidária, colaborativismo e democratização das tecnologias sociais, ampliando os espaços de reflexão e fortalecendo a relação entre os agentes.

Muito mais que comemoração. O mês de abril será de agradecimento coletivo e compartilhado.



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